quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eleições para os Representantes do Estudantes no Conselho Geral

A lista candidata propõe-se a representar os estudantes, tendo em conta os seus problemas e aspirações, sendo um veículo de transmissão de informação e de reivindicação. Os estudantes desta lista candidata pretendem dar uma voz a todos os estudantes e a todas as suas preocupações, assumindo o compromisso de os manter realmente informados sobre o que é proposto ou decidido no Conselho Geral. Assim, estaremos sempre prontos a envolver a comunidade estudantil em todas as discussões que os afectem directa ou indirectamente, de forma aberta e democrática.

Compreendendo que a reduzida representação dos estudantes no órgão máximo de decisão da Universidade é uma implicação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior - e que a própria existência deste órgão o é também -, a nossa participação não é no intuito da validação da existência do órgão, mas sim na intervenção que nele pode ser feita no sentido de contrariara conivência com todas as decisões do Conselho Geral, por parte dos actuais representantes dos estudantes, assumindo posições em nome de toda a comunidade estudantil sem que nenhum tipo de contas lhe seja prestado. Assumimos o compromisso de uma presença assídua neste órgão, contribuindo para que os estudantes estejam efectivamente nele representados.

Numa posição coerente com o descontentamento e as dificuldades dos estudantes, resultado das medidas que têm vindo a criar injustiças sociais no seio académico, também o Regime Fundacional é e será uma preocupação, assim como o afastamento dos estudantes da discussão e da transformação desta Universidade em Fundação de Direito Privado. As propinas, os cortes na Acção social escolar, o Processo de Bolonha e todas as medidas que visam delegar os custos da educação para as famílias e os próprios estudantes são e serão sempre um combate que travaremos.

Cada vez mais estudantes da Universidade do Minho sentem dificuldades em prosseguir os seus estudos na instituição; seja por cortes nas bolsas, por incumprimentos do estatuto para trabalhadores estudantes, pelo aumento do preço da cantina e das residências, pelas questões pedagógicas que o Processo de Bolonha trouxe, a par da divisão dos cursos em ciclos, e tantos outros factores que têm contribuído para uma elitização do ensino e para a degradação da sua qualidade. Batalharemos sempre pelo ensino público, gratuito, democrático e de qualidade e para todos. Defendemos a escola pública, gratuita, democrática e de qualidade para todos, onde exista um adequado financiamento por parte do Estado e uma rede de Acção Social Escolar capaz de responder às carências socioeconómicas dos estudantes, como alternativa à Fundação de Direito Privado.

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